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Popularização e retorno à comunidade: conheça o projeto Ciência na Praça

Desmistificar o saber científico é uma das maneiras pelas quais a universidade pode se aproximar e dar retorno do que produz à sociedade. Podemos observar esta tarefa sendo realizada na relação entre Extensão Universitária e Popularização da Ciência, tema da série de matérias que o Projeção Virtual publica ao longo deste mês. No primeiro texto (disponível aqui) você pode saber mais sobre Popularização da Ciência. No textos seguintes da série, você pode conhecer os projetos Jovem Cientista e Química em Ação (aqui), a Troca de Saberes (aqui) e dois espaços de ciência da UFV, o Museu de Ciências da Terra Alexis Dorofeef e a Sala Mendeleev (aqui). Neste, o último texto da série, apresentamos o projeto Ciência na Praça.

As praças da cidade são comumente vistas apenas como um lugar de passagem das pessoas no dia-a-dia, mas são fundamentalmente lugares de estar junto, de convivência em comunidade. É com essa visão que surgiu o projeto Ciência na Praça, em 2016: criar uma praça onde sejam socializados o conhecimento e pesquisas da Universidade Federal de Viçosa em qualquer lugar da cidade.

Felippe Clemente, um dos idealizadores desta ação, conta que o projeto nasceu depois de perceber um baixo nível de comunicação entre a comunidade viçosense e, especificamente a pós-graduação da Universidade: “Nós sabemos que os pós-graduandos estão pesquisando, mas o desenvolvimento e os resultados, na maioria das vezes, se mantêm dentro dos departamentos ou em algum congresso externo. Mas não costumava haver nenhum contato com a comunidade de Viçosa”. A partir disso, o Ciência na Praça é pensado a partir de três questões importantes: o local que receberá o evento, o interesse do público e a produção científica atual na Universidade.

Mateus de Carvalho Reis Neves, professor do Departamento de Economia Rural e um dos orientadores do Ciência na Praça, conta que o local é escolhido pela equipe do projeto pensando em ambientes que tenham uma infraestrutura mínima, mas que, principalmente, não recebam informações sobre a UFV tão facilmente: “Queremos levar ideias e pesquisas para lugares que enxergam a Universidade como algo a à parte da cidade, para mostrar que a UFV atende a estas pessoas também”.

Decidido o local, os responsáveis pelo projeto visitam o bairro que receberá o evento e procuram apurar o que os moradores gostariam de saber. Mateus conta que o objetivo é apresentar a ciência “de modo que seja relevante para a comunidade e que, se for possível, exista uma troca de experiências. A gente só consegue isso se os temas forem de interesse para o público do evento também”. Na última edição, por exemplo, a partir da realização deste diagnóstico prévio na comunidade Nova Viçosa, foram convidados os departamentos de Biologia Geral, Microbiologia, Entomologia, Tecnologia de Alimentos e Administração, gerando estandes sobre assuntos como vírus e bactérias, a previdência social e produção caseira de geleias.

A equipe do projeto visita os programas de pós-graduação e convida os estudantes a apresentarem suas pesquisas (finalizadas ou em desenvolvimento) ou algum tema de estudo relacionado aos interesses da comunidade. A única orientação é que seja exposto de maneira prática e com uma linguagem popular. Os estudantes utilizam demonstrações, experimentos, painéis ilustrados, microscópios e outros equipamentos pedagógicos que os ajudem a representar o assunto. Felippe Clemente afirma que “isto é uma necessidade porque as pessoas que frequentam o Ciência na Praça não têm acesso à linguagem acadêmica. São elas a causa do projeto, são elas que precisam entender o que está sendo apresentado”.

Duas edições do Ciência na Praça já foram realizadas, no Bairro de Fátima e no Nova Viçosa. Você pode conferir imagens do evento clicando aqui. A terceira edição, prevista para Novembro, ainda não tem local definido.

Um dos estandes da segunda edição do Ciência na Praça, sobre a fisiologia dos insetos (DCI/UFV)

Um dos estandes da segunda edição do Ciência na Praça, sobre a fisiologia dos insetos (DCI/UFV)

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